Filosofia Circular

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Simone de Beauvoir

 
  
Simone Lucie-Ernestine-Marie-Bertrand de Beauvoir nasceu em Paris, em 1908. Forma-se em filosofia, em 1929, com uma tese sobre Leibniz. É nessa época que conhece o filósofo Jean-Paul Sartre, que será seu companheiro de toda a vida. Em 1945, ela funda, com Sartre, o combativo periódico Les Temps Modernes.Escritora e feminista, Simone de Beauvoir fez parte de um grupo de filósofos-escritores associados ao existencialismo - movimento que teria enorme influência na cultura européia de meados do século passado, com repercussões no mundo inteiro.

Em 1949 publica O Segundo Sexo, pioneiro manifesto do feminismo, no qual propõe novas bases para o relacionamento entre mulheres e homens. Os Mandarins é de 1954; nesse mesmo ano, Beauvoir ganha o prêmio Goncourt. Ela e Sartre visitaram o Brasil entre agosto e novembro de 1960; foram também a Cuba, recebidos por Fidel Castro e Che Guevara. Sempre tiveram marcada atuação política, manifestando-se contra o governo francês por suas intervenções na Indochina e na Argélia; contra a perseguição dos judeus durante a Segunda Guerra; contra a invasão americana do Vietnã e em muitas outras ocasiões.

Simone de Beauvoir morreu em Paris, em 14 de abril de 1986. Entre seus muitos livros, vale ressaltar O Sangue dos Outros (1945), Uma Morte Muito Suave (1964) e A Cerimônia do Adeus (memórias da vida com Sartre, 1981)
Fonte: www.uol.com.br

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Alteridade


 Algo a respeito do qual se pode falar em Levinas não diz respeito somente à dimensão da responsabilidade por outro ser humano – dimensão ética –, mas também à dimensão da “alteridade”. Alteridade é diferença e, nas relações, diz-se que é a capacidade de colocar-se no lugar do outro, ou, nas palavras de Frei Beto, é “ser capaz de apreender o outro na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem. A nossa tendência é colonizar o outro, a partir do princípio de que eu sei e ensino para ele – ‘ele não sabe; eu sei melhor e sei mais do que ele’”. É sobre esse “colonizar o outro” que podemos pensar.
                Para muitas pessoas é realmente difícil a percepção de um outro modo de ser e de executar tarefas. Existe assim a tendência de absolutizar o modo pessoal de ser, pensando ser este o único e correto modo de encarar o mundo e lidar com as situações. Levinas afirma que “toda forma de totalidade é violência”, ou seja, toda vez que desejamos colonizar o outro por meio da imposição de regras e pensamentos que são nossos e maneiras de fazer as coisas estamos praticando uma atitude de violação com respeito a esse outro. E é costume nosso agirmos desse modo, quando, na verdade, podemos mostrar a esse outro uma nova perspectiva sobre a vida, uma maneira diferente de agir em relação a ela, por meio do carinho, do amor e até mesmo da presença atenta e ouvinte. Permitir que esse outro exponha o que pensa sobre a vida e deixar que ele aja à seu modo é realizar o respeito à sua dignidade, à sua alteridade, assim como temos a nossa. Ora, não foi assim que agiu Jesus? Ele foi alguém que esteve cercado da maior diversidade imaginável e das “alteridades” mais curiosas possíveis, a exemplo do impulsivo Pedro.
                Penso que tudo isso aqui escrito deva ser somente o impulso para pensarmos acerca da dimensão da alteridade, tão importante nas relações e com a qual temos tanta dificuldade. A reflexão sobre a alteridade deve permear casamentos, relações pais e filhos, relações de amizade e até mesmo relações de trabalho. O outro que nos cerca é alguém diferente de nós em tudo: em sensações com o mundo externo (tato, olfato, paladar, audição e visão), em sensibilidade, no modo de perceber as coisas, etc. e não um objeto ao qual podemos impor formas de pensar, de fazer coisas e de ver a vida. Podemos auxiliar na mudança de pessoas, mas somente se essas nos solicitarem e se percebermos nelas a abertura para tal e não porque nós tenhamos nos “enervado” com a alteridade das mesmas.
                A alteridade nos conduz a compreender a presença de Deus no outro a partir da mudança de nosso olhar para esse que é tão diverso do “eu”. Nesse sentido, e até conforme reafirma Emmanuel Levinas em seus escritos, o outro constitui epifania do divino, isto é, sua manifestação, sua imagem, e devemos respeitá-lo e enxergá-lo enquanto tal! Deus deve ser a imagem vista no rosto do outro, isso, de tal modo que olhando para ele sejamos conduzidos a servi-lo, compreendê-lo e suportá-lo em amor. Pensar o outro assim, nos conduz à dimensão ética, que é a da responsabilidade, do envolvimento para com esse outro.
Fonte: www.filosofianocaminho.blogspot.com.br

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

JESUS FOI OU NÃO UM FILÓSOFO?


 
 Uma das coisas que se aprende nas disciplinas de FILOSOFIA ministradas nos cursos como PEDAGOGIA por exemplo é o de que JESUS não é reconhecido como FILÓSOFO. Nesse caso vale a pena ver-mos o que é filosofia segundo a WIKIPEDIA.

Filosofia (do grego Φιλοσοφία, literalmente «amor à sabedoria») é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem.[1] Ao abordar esses problemas, a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais; por outro lado, diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Entre seus métodos, estão a argumentação lógica, a análise conceptual, as experiências de pensamento e outros métodos a priori.
Baseado nesse conceito vejamos.

1 - A filosofia de Jesus refere-se ao estudo de problemas fundamentais relacionados à existência? EVIDENTE QUE SIM. A existência nesse mundo e no mundo espiritual.

2 - A filosofia de Jesus refere-se ao estudo da verdade?
EVIDENTE QUE SIM. "EU SOU O CAMINHO A VERDADE E A VIDA". Eram suas palavras.

3 - A filosofia de Jesus trata dos valores morais?
COM TODA CERTEZA, com muito mais profundidade do que nenhum outro.

4 - A filosofia de Jesus trata da mente?
Sim. EU VOS DEIXO A MINHA PAZ. Não vo-la dou como o mundo a dá. É o melhor tratamento para a mente que existe.

5 - Os argumentos são racionais?
A prática demonstra que sim. Como poderia existir esse mundo como hoje temos o conhecimento que existe se não existisse Deus?

6 - A filosofia de Jesus diferencia-se dos métodos científicos por não se utilizar de experimentações empíricas?
Mais uma vez respondemos que sim. É preciso ter fé em uma filosofia racional. como a FILOSOFIA.

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 O que é a vida?


Nós possuímos uma alma?

O que é uma alma?



Perguntas como estas podem ser encontradas facilmente em qualquer bom livro de filosofia, e as diversas correntes de pensamento que surgiram na história tentaram e tentam esclarecer estas questões.



Platão já nos dizia 400 anos antes do nascimento de Cristo sobre uma Inteligência Universal, superior a tudo o que existe de material, algo metafísico. Chegando a se questionar se tudo o que existe de caráter físico e mecânico não sejam apenas causas a serviço de outras causas mais elevadas. Partindo então para uma orientação metafísica, mais espiritualista do que materialista. O que ficou caracterizado como uma "segunda navegação platônica", posto que a primeira era fundada em questões voltadas a explicação de uma filosofia naturalista. Partindo destas duas premissas filosóficas, matéria e espírito, corpo e alma, que em uma primeira visão aparecem completamente independentes, mas que analisando com mais cuidado, verificamos que estão interligadas assim como o software está para o hardware, ou como a luz está para a visão. Chegamos à conclusão de que seria impossível falar e entender o cristianismo, desde sua origem até o momento em que ele se encontra em seu estágio atual, se não levarmos em consideração a natureza da alma humana. Ou até mesmo negá-la.



Se, portanto, existe uma alma, esta deve ter uma origem que não é material, regido por regras não humanas, não materiais, mas regras de natureza divina, espiritual, em um nível elevado demais para ser percebido por qualquer um de nossos sentidos meramente humanos, sentidos que se encontram por demais relacionados a carne, e portanto, físicos. Sendo assim, inegavelmente, admitindo a existência de uma matéria de origem divina, estamos admitindo a existência de um Deus, um ser perfeito, superior e capaz de produzir o que nós é conhecido como Vida.




Sem isto estar primeiramente resolvido dentro do homem, é muito difícil a ele aceitar a idéia da filosofia do cristianismo, que encara de forma direta e aberta a estas questões espirituais, e incorre diretamente em suas necessidades e atribuições. Por outro lado, estando isto em completo questionamento, dentro da mente humana, pode o homem correr em busca de uma resposta a sua angústia existencial, e servir-se do cristianismo como uma âncora a estas angústias, ou como um tapete para onde ele pode varrer para baixo todo e qualquer temor que possua de sua passagem por esta vida e o que acontecerá a ele quando não mais existir fisicamente.

Jesus, disse certa vez: "Se seus líderes vos dizem: ‘Vejam, o Reino está no céu’, então saibam que os pássaros do céu os precederão, pois já vivem no céu. Se lhes disserem: ‘Está no mar’, então o peixe os precederá pelo mesmo motivo. Antes, descubram que o Reino está dentro de vocês, e também fora de vocês. Apenas quando vocês se conhecerem, poderão ser conhecidos, e então compreenderão que todos vocês são filhos do Pai vivo. Mas se vocês não se conhecerem a si mesmos, então vocês vivem na pobreza e são a pobreza". Esta idéia podemos relacionar diretamente com a mensagem de Aristóteles, que fora mestre de Platão: "Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo."


O que Jesus queria, era mostrar-nos que a verdade, ou o Reino dos Céus, está dentro e fora de nós, ao mesmo momento, pois nada existe independentemente, tudo está interligado, e o que precisamos é apenas tomar consciência de que fazemos partes deste todo, portanto, fazemos parte do Reino dos Céus, pois somos todos filhos de Deus Pai. Esta verdade tão simples, é demonstrada, por exemplo, na parábola em que Jesus fala sobre a alegria de uma mulher por ter encontrado um moeda que havia perdido, ela sai e chama os vizinhos para que se alegrem por ela por ter encontrado algo tão simples e que sempre esteve por perto dela. Jesus nos afirmava que todos nascemos com esta verdade, uma espécie de conhecimento inato, que é deturpado pela dureza materialista do pensamento humano em nosso processo de crescimento. "Somente quando fizerdes como uma criancinha entrarás no Reino dos Céus". Dentro desta filosofia a natureza está intimamente ligada a existência humana, "olhai para os lírios do campo, vejam as aves que não ceifam e nem colhem". Deus Pai nos prove através desta natureza tudo o que precisamos de alimento, seja ele material ou espiritual, pois "se teu filho lhe pedir um peixe, por acaso daria você uma serpente", e assim sendo, "se tu que és mal sabe dar boas coisas a teu filho que dirá de teu Deus Pai que está nos céus". Assim sendo Jesus minou a mente de seus seguidores com palavras de ordem e sabedoria que não citavam violência, mas o amor ao próximo, e não apenas entendendo como próximo os seus parentes e amigos, mas também aqueles que lhe são estranhos e até mesmo os seus inimigos, "ofereça a outra face". E assim como Sócrates, Jesus foi morto por divulgar idéias revolucionárias a seu tempo, levando o temor àqueles que detinham o poder em sua época sobre o quanto e até que ponto isto poderia influenciar as massas e por em risco o seu domínio.


Pois para Jesus não haviam distinções entre nacionalidades, religiões, castas ou qualquer outro tipo de divisão social que poderia existir em seu tempo, para ele tanto um soldado do império romano, quanto um judeu ou uma samaritana, todos tinham o mesmo direito perante o Espírito Santo.


Podemos então citar quatro pontos básicos da filosofia de vida pregada por Jesus em seus ensinamentos,
1-Todos somos iguais perante Deus,
2-Devemos amar ao nosso próximo como a nós mesmos,
3-Não devemos nos preocupar com o dia de amanhã, pois Deus Pai nos proverá de tudo o que necessitarmos,
4-Nossa alma existe e é IMORTAL, e dependendo de nossa tomada de consciência, encontrará repouso eterno no Reino dos Céus.
Fonte: www.filosofiaetecnologia.blogspot.com.br

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O que os filósofos disseram sobre o fim do mundo

 
 Pois é, dizem que o mundo vai acabar! Culpa de Prometeu, que roubou fogo divino e entregou nas mãos dos homens (e ainda querem culpar Pandora). Apolo e as Musas inspiraram-me a escrever esta série (que Minerva vos auxilie). Além disso, Plutão (Hades) liberou as sombras mais ilustres que vivem no Érebos para que pudessem falar um pouco acerca disto:
Pitágoras
Se o mundo é par não acabará e se ele for impar acabará.
Heráclito
Tudo é devir. Por isto o mundo sempre acaba, não se pode viver no mundo duas vezes.
Crátilo
Tudo é devir. Por isto o mundo nem sequer chega a existir, não se pode viver no mundo nem uma vez.
Parmênides
O mundo não vai acabar, porque este mundo nunca foi real, pois só o ser é l, o resto é aparência ilusória dos sentidos.
Zenão
Para que o mundo acabe seria necessário percorrer um caminho infinito. Se o mundo acabar é porque não é real, não passa de aparências ilusórias.
Um sofista qualquer
Não desesperem, os homens mais fortes superarão o fim do mundo. Se me pagarem eu ensino como.
Sócrates
Tudo quanto sei é que nada sei sobre o fim do mundo. Você que é a personificação da própria inteligência, poderia me dizer como o mundo acabará?
Platão
Este mundo pode acabar, mas as idéias deste mundo são eternas, tudo que existe são cópias perecíveis delas.
Aristóteles
Todo algo que existe é algo que um dia acabará
O mundo é algo que existe
Logo, este mundo é algo que um dia acabará
e
Dado este mundo, não se pode atribuir a ele o atributo de que ele acabará ou não acabará ao mesmo tempo.
Epicuro
Não ligue para o fim do mundo, viva uma vida de prazer.
Pirro
Não compreendi! O que é o mundo? O que é acabar? O mundo existe? Aliás, você existe? Fiquem calados! Não podemos saber nada.
Agostinho
Já estava escrito que este mundo iria acabar. Creiam que o mundo irá acabar para que entendam que o mundo irá acabar.
Descartes
Se eu pensar, logo o mundo não acabou.
Pascal
O mundo vai acabar, faça já as suas apostas. É melhor crer que o mundo não vai acabar, porque se ele acabar não vai perder nada, porém se ele não acabar, você não será chamado de tolo.
Newton
O mundo continuará existindo até que uma força exterior acabe com ele.
Leibniz
O mundo acaba! De qualquer forma este é o melhor de todos os mundos possíveis.
Voltaire
O mundo irá acabar, vejam como este é o melhor dos mundos possíveis!
Hume
Não há nenhuma razão para que possamos crer que o mundo irá acabar.
Berkeley
Toda vez que dormimos o mundo acaba.
Kant
Se o mundo vai acabar é impossível que um dia saibamos. Tudo que conhecemos são fenômenos não a realidade em si.
Schiller
Sintam a beleza do fim do mundo. Pois este mundo racional é indigno de nossa existência.
Hegel
O fim-do-mundo é idêntico ao não-fim-do-mundo.
Kierkegaard
Para quem está morrendo hoje, não interessa o fim do mundo, e para quem está vivo, do que adianta saber sobre o fim do mundo, se um dia todo homem vai morrer mesmo?
Schopenhauer
Só assim para o sofrimento acabar e colocar um fim no acasalamento humano.
Nietzsche
Se Deus morreu, por que o mesmo não aconteceria com o mundo?
e
O mundo acaba eternamente.
Marx
Eu não disse que a comunidade socialista iria triunfar?
Freud
O fim do mundo é uma obsessão do homem neurótico.
Darwin
O mundo terá um fim desde que não se adapte ao meio.
Comte
O fim do mundo nunca será um fato verificável.
Heidegger
O homem tudo bem, mas o mundo? Não sabia que o mundo era um ser-para-a-morte!
Camus
Eu sabia que a peste iria acabar com o mundo.
Sartre
Se o mundo vai acabar ou não, não faz sentido, tudo é absurdo.
Inteligência artificial intelectual (filósofo do futuro)
Você tem alguns minutos para fazer um backup antes que o mundo acabe.
Ops! Tem um erro aqui, nunca estive no Hades, nunca estive no Hades, nunca estive no Hades…
Este texto foi escrito como uma paródia de um texto humorístico que circula pela internet sobre as manchetes acerca do fim do mundo.
Fonte: www.ateus.net

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A maldade humana


  
Os seres humanos se diferenciam muito dos animais irracionais, mas esta diferença não é só porque são inteligentes e seus irmãos menores têm apenas instintos. A diferença principal é catastrófica, está na maldade. Nunca vimos ou ouvimos falar de um animal torturar o outro para arrancar dele informações. O seres humanos sim, estamos cansados de saber como eles agem quando são feridos em seus interesses. Já pensaram nos aparelhos maquiavélicos de tortura usados na idade média nas prisões do santo oficio? Já viram falar das torturas que foram e continuam sendo aplicadas por ditadores sanguinários por todo o planeta terra, já viram noticias sobre as torturas de islâmicos com acusações de blasfêmias, já viram falar sobre perseguições políticas, perseguições religiosas, perseguições por racismo?
Todos sabem dos massacres de índios americanos executados por tementes a Deus, portadores de Bíblia embaixo do braço, estes mesmos que se enveredaram seu ódio contra os pobres negros indefesos. Já viram falar na ku klux klan e suas barbaridades praticadas? Todas estas atrocidades cometidas pelos humanos, dão aos nossos irmãos menores uma graduação de qualidade muitas vezes superior. Os humanos ainda dizem com toda cara-de-pau, nós somos a imagem e a semelhança do criador. Ora onde está a coerência desta afirmação? Por que nós temos o privilegio de estarmos  no patamar mais alto? Será porque somos inteligentes? Mas inteligência não dá aos seres humanos nenhuma qualificação automática de bondade, de amor, de solidariedade, e de justiça. Inteligência só faz aumentar seu poder de fogo para explorar, atacar, torturar, massacrar e até matar seus semelhantes.
Tenho um pensamento funesto, que gostaria que não fosse verdade, mas me parece que a maldade humana, não foi criada pela Bíblia Sagrada, mas certamente foi por ela estimulada, porque neste livro existem muitos relatos de matanças, de extermínio de populações inteiras.
Seguem alguns exemplos: leiam em deuteronômio, 7-1-6,13-15-16 ordem de Deus para matança e extermínio total, até animais foram sacrificados. Em Samuel 1-15:3, outro extermínio, segundo livro de Samuel, 24:15 (quanta bondade) e assim segue em muitos exemplos pelo livro todo, quem tiver dúvidas é só ler a Bíblia, mas ler com vontade, sem nenhuma interferência de pastores ou padres, assim poderá encontrar as incoerências de um Deus que se diz bondoso e justo. Se não quiserem perder tempo procurando entre capítulos e versículos, vá direto a Google digite  (Robert Green ingersoll ), é um pensador americano do século 18, lá pode ser lido todo trabalho de pesquisa deste pensador sobre a Bíblia.
Fonte:  www.irreligiosos.ning.com

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A natureza humana

 
 A atitude natural (que engloba tanto a atitude científica como a de senso comum) considera as coisas como existentes em si mesmas, independente de suas relações com a consciência. Todo objeto, no entanto, será sempre um objeto para uma consciência e nunca um objeto em si, pois só saberemos da existência dele a partir do momento que ele aparece para uma consciência, seja ela nossa ou não.
A consciência é desse modo não uma interioridade psíquica, mas sempre se remete ao mundo que faz referência. O interesse não é o mundo que existe, mas o modo que o mundo se dá e se realiza para cada pessoa.

Na ciência moderna o conhecimento avança pela especialização, tornando-se mais rigoroso quanto mais restrito e objetivo for. Um conhecimento objetivo e rigoroso que não tolera a interferência dos valores humanos. Entretanto, o homem, por mais neutro que procure ser, estará sempre fazendo um juízo de valor.
A explicação científica dos fenômenos é a autojustificação da ciência como paradigma central em nossa sociedade. Nesse sentido, todo conhecimento é um autoconhecimento.
Boaventura de Sousa Santos, um dos mais importantes sociólogos contemporâneos, alerta que: Cada método é uma linguagem e a realidade responde na língua em que é perguntada. Só uma constelação de métodos pode captar o silencia que persiste entre cada língua que pergunta”.¹
A consciência é intencional, pois sempre será a consciência de alguma coisa, representada pelo significado que se dá a cada objeto. Não podemos nos livrar da subjetividade e ver as coisas como realmente são, de forma neutra, como não podemos acreditar cegamente no que o mundo oferece. O mundo é a estrutura de sentido, contexto de significação e sempre historicamente em movimento.
Taxonomias são restrições das possibilidades de relação do homem. O que diferencia um neurótico de um homem “normal” é que o neurótico está restrito ao que o caracteriza como tal, fechado a possibilidade do existir “normal”. Classificações não podem ser tomadas como entidades em si mesmas, como abstrações científicas, mas devem ser vistas dentro da situação relacional específica.
Características pessoais são expressões parciais da forma que o indivíduo constrói o seu mundo
O ser humano não é apenas uma máquina auto-reguladora, armazenadora de dados em busca de sobrevivência. Tampouco é um animal hedonista em busca de simples satisfação pessoal. O indivíduo é um ser consciente, capaz de fazer escolhas das quais resulta o sentido de sua existência.
Abandonando a objetificação do ser humano, pode o homem refletir sobre si mesmo, desafiando e superando seus conflitos internos, construindo o seu próprio bem-estar.
O título deste texto é intencionalmente incorreto. Não há natureza humana, pois toda natureza é humana. Quando Pedro fala de João, a gente descobre mais sobre Pedro do que sobre João. Quando um homem conta sua visão de mundo, conta sua visão de si mesmo.
  Fonte: www.deldebbio.com.br
 
Referência
¹ Um Discurso sobre as Ciências. Boaventura de Sousa Santos

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Descobertas esculturas astecas que mencionam guerra cósmica

 
Um total de 23 placas de pedra, de aproximadamente 550 anos atrás, foram descobertas por arqueólogos na frente do Grande Templo de Tenochtitlan na cidade do México, com esculturas que ilustram os mitos Aztecas, inclusive o nascimento do deus da guerra Huitzilopochtli.

As esculturas em pedra focam não só nos mitos astecas do nascimento de Huitzilopochtli, mas também no início da Guerra Santa.

Raul Barrera, do Instituto Nacional de Antropologia e História disse que as placas foram “colocadas com suas faces apontadas na direção do que era o centro do adoratório de Huitzilopochtli e podem datar da época do quarto estágio da construção do Grande Templo (1440-1469)”

Os astecas eram belicosos e profundamente religiosos, e construíram inúmeros monumentos, inclusive o famoso Templo Mayor, aonde hoje é a Cidade do México. Seu império abrangia muito da parte central do México até que foram expulsos pelos espanhóis em 1521.

Os achados são de grande valor arqueológico, porque esta é a primeira vez que tais peças foram encontradas no solo sagrado de Tenochtitlan e podem ser lidos “como um documento iconográfico que narra certos mitos daquela civilização antiga,” disse Raul Barrera.

A batalha cósmica

De acordo com o mito do nascimento do deus da guerra, a deusa da Terra e Fertilidade, Caotlicue, foi magicamente engravidada por uma bola de penas que caiu sobre ela enquanto estava varrendo um templo, e subsequentemente ela deu a luz aos deuses Quetzalcoatl e Xolotl, bem como Huitzilopochtli. Esta gravidez deixou seus filhos zangados, os quais viam o fato de seu pai ter sido uma bola de penas algo vergonhoso. Assim 400 guerreiros do sul do México e a deusa Coyolxauhqui decidiram subir a montanha Coatepec, onde Coatlicue vivia e matá-la. Porém, Huitzilopochtli sai completamente armado do útero de sua mãe quando ouve a respeito do plano.

A lenda sobre o começo da Guerra Santa cósmica diz que durante a jornada dos guerreiros do sul, de Aztlan até o Lago Texcoco (onde eles encontraram a cidade) guerreiros estelares do norte, chamados de Mimixcoas, desceram dos céus. “Ambos os mitos incluem o conceito de uma guerra estelar, na qual o deus da guerra Huitzilopochtli derrota os 400 guerreiros do sul e Coyolxauhqui; uma guerra que deixou como resultado a lua e as estrelas,” disse o porta voz do INAH.

Uma das placas de pedra mostra um guerreiro estelar carregando seu chimalli (escudo) em uma mão e na outra uma arma que atira dardos, a mesma que Huitzilopochtli usou para conquistar Coyolxauhqui. Outra placa mostra um guerreiro capturado ajoelhado e suas mãos atadas em suas costas. Um exame mais minucioso mostra uma lágrima caindo de seu olho. Outra escultura pré-colombiana mostra o perfil de um homem decapitado usando um cocar elaborado.

Os aztecas construíram um grande templo na Pirâmide de Tenochtitlan em sua honra e é dito que nas cerimônias da conclusão da obra mais de 20.000 sacrifícios humanos foram oferecidos em quatro dias de celebração. As cabeças das vítimas foram amarradas como troféus em uma ‘grande prateleira’ chamada Tzompantli, na vila abaixo do templo.
Fonte: www.filosofiaimortal.blospot.com.br